sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O marketing digital para resultados

Um dos grandes benefícios do marketing digital é a sua capacidade de mensuração. Veja como fazê-la da forma mais eficiente.

Com o marketing digital, é possível acompanhar e avaliar o resultado de praticamente tudo.No entanto, essa infinidade de métricas faz com que seja fácil nos perdermos em minúcias, ou então buscar otimizar coisas que ainda não são grandes problemas ou oportunidades do ponto de vista do negócio.
Costumo dizer que análise web é como uma “cebola” que precisa ser descascada em diferentes níveis, do mais macro/estratégico para o mais detalhado/operacional.
Neste artigo, vou ilustrar os principais pontos a serem avaliados em cada um desses níveis:
1o Nível: Funil de Marketing/Vendas (métricas do negócio)
Aqui é importante avaliar como o marketing está contribuindo de forma direta para os resultados do negócio.
A forma mais comum de se fazer isso é medindo o número de pessoas que passam pelas diferentes etapas do funil de vendas dentro de um período. Um funil bastante comum, especialmente em negócios B2B, é o:
Visitantes -> Leads -> Oportunidades -> Clientes
Ao medir os números absolutos e as taxas de conversão de cada passo, é possível identificar onde o funil está “vazando”, e consequentemente, onde deve ser a prioridade na busca por melhorias.
2o Nível: Conversões por fonte de tráfego
Aqui começamos a olhar a eficiência dos diferentes canais do marketing digital.
Primeiro, é importante compreender quais são as fontes que mais trazem tráfego para o site. O gráfico abaixo ilustra essa informação.
Porém, às vezes uma determinada fonte é boa para atrair tráfego, mas não para gerar conversões em Leads e Clientes. Por isso vale fazer a mesma análise nas outras partes do funil. Para o mesmo exemplo, veja a diferença da geração de Leads por cada fonte de tráfego.
3o Nível: Análise dos canais
Aqui é a hora de se aprofundar na análise de um canal específico que se deseje melhorar. Cada canal tem suas próprias peculiaridades e métricas (aprenda sobre o assunto neste ebook gratuito).
Para ilustrar um exemplo, veja como é possível analisar o desempenho do Google Adwords tanto por grupos de palavras compradas quanto por buscas efetivamente realizadas pelos usuários.

Métricas indiretas
Há ainda diversas outras métricas que, dependendo do tipo de negócio, são mais ou menos importantes, como por exemplo: custo por lead, pageviews, fãs/seguidores, e-mails, ticket médio de compra etc.
O mais importante é começar a acompanhar as métricas que têm relação direta com o negócio, de preferência com um dashboard visível a todos na organização. Depois, aos poucos ir se aprofundando e identificando oportunidades de melhorias com alto impacto.

Eric Santos (@ericnsantos) é co-fundador e CEO da Resultados Digitais, empresa criadora do RD Station, plataforma de Marketing Digital para médias e pequenas empresas. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Glossário de Marketing Digital

Edge rank? PWAT? Nutrição de Leads? Quem trabalha com Marketing Digital (ou é um curioso pela área) sabe que é comum se deparar com algum termo ou sigla que você nem desconfia qual é o significado. O universo da Internet é cheio deles, e os profissionais da área precisam conhecê-los.
Para facilitar a sua vida, listamos abaixo os principais termos que usamos em nossos posts e materiais educativos e fizemos uma breve explicação de cada um. Para ajudar na busca, separamos os conteúdos por afinidade. Boa leitura!

Marketing e Vendas

AIDA – É um acrônimo que abrevia um processo de conversão, com s etapas Atenção, Interesse, Desejo e Ação. A AIDA é um modelo baseado no comportamento humano natural na tomada de decisão e é utilizado no Marketing para direcionar melhor os usuários para a conversão desejada. 
Automação de Marketing – Mecanismos que permitem a execução de ações de Marketing Digital de maneira automatizada para facilitar o trabalho e acelerar resultados. Em geral o termo é mais utilizado no contexto de disparo de emails a partir de um comportamento específico do usuário (Nutrição de Leads), mas ele vai além isso.
Conversão – Realizar a ação que a empresa deseja que o usuário realize. Exemplos: preencher um formulário, realizar uma compra, assinar um teste, etc. 
CRM – Sigla para Customer Relationship Management (Gerenciamento de relacionamento com clientes). Softwares de CRM oferecem soluções para uma boa gestão de relacionamento com clientes, como organização e armazenamento de informações e controle de contatos (conversas, reuniões realizadas, agendamentos, etc).
CRO – Sigla para Conversion Rate Optimization (Otimização de taxa de conversão). Estratégias de CRO são focadas em aumentar o percentual de visitantes que realiza as conversões desejadas no site da empresa.
CTA – Call to Action – A tradução literal seria “chamada para ação”. São comandos passados aos usuários para que eles realizem uma ação esperada pela empresa. Podem ser botões, banners ou mesmo textos com links. Em geral, utilizam verbos no imperativo. Exemplos: “clique aqui” e “aproveite essa oferta”! 
eBook – Na tradução literal, é livro eletrônico. No contexto do Marketing, é um Material educativo sobre algum assunto da área de atuação de uma empresa. São mais densos que posts em blogs e devem explorar mais a fundo o tema proposto. 
Edge Rank – Algoritmo do Facebook que determina a relevância de posts e quais aparecem – ou não – no feed de notícias do usuário. É baseado em três fatores: afinidade (se há interações prévias com a fanpage), formato do post (link, vídeo, imagem) e tempo que a postagem foi feita (quanto mais antigo, menores as chances de aparecer). 
Formulário de conversão – Campos que o visitante preenche em troca de algo (uma oferta, um cadastro para newsletter, entrar em contato com a empresa, etc).
Funil de vendas – Representação em pirâmide invertida dos diferentes estágios em que os potenciais clientes de uma empresa estão no processo de venda. Costuma ser dividido em Topo de Funil (ToFu), Meio de Funil (MoFu) e Fundo de Funil (BoFu). Em estratégias de Marketing Digital é essencial produzir conteúdos para pessoas em cada um desses níveis. 
  • Tofu – Sigla para Topo de Funil (Top of the funnel) – estágio inicial de um Lead no processo de venda, ainda longe do momento da compra. Os materiais para topo de funil são mais introdutórios e possuem o objetivo de transformar o visitante em Lead.
  • Mofu – Sigla para Meio de Funil (Middle of the funnel) – estágio intermediário de um potencial cliente no processo de venda. Os materiais de meio de funil têm o objetivo de fortalecer o relacionamento e a credibilidade da empresa e gerar demanda pelo produto ou serviço.
  • Bofu – Sigla para Fundo de Funil (bottom of the funnel) – estágio final do processo de venda, quando o Lead está próximo a se tornar um cliente, pronto para a compra. Os materiais de fundo de funil devem mostrar ao potencial cliente que a sua opção é a melhor possível para o caso dele.
Geração de Leads – Converter os visitantes do site da empresa em Leads. 
Growth Hacker – Cargo totalmente focado em gerar crescimento rápido na aquisição de clientes. Envolve diferentes setores da empresa (marketing, produto, etc.) e testa diversos canais e meios para aumentar a base de clientes.
Inbound Marketing – O “novo marketing” é focado em atrair os potenciais clientes, conquistar sua confiança e direcioná-los para o momento da venda. A ideia é que o cliente venha até a empresa, ao invés de a empresa ir até o cliente. Para isso, usa a criação de conteúdos relevantes (Marketing de Conteúdo) e estratégias em meios digitais para atingir o seu público-alvo e construir um relacionamento com ele.
Inside Sales – Diferente das vendas tradicionais, é quando o vendedor faz a venda de dentro do escritório via telefone, Skype e outros meios de comunicação. Não há encontro físico na negociação. 
Landing Page – O termo (página de aterrisagem) pode representar qualquer página que sirva como porta de entrada de um visitante do seu site. No entanto, no contexto de Marketing Digital costuma ser mais utilizada como uma página criada com um propósito específico de conversão.  O caso mais comum é a página com o formulário para conversão de visitantes em Leads (<Veja a definição de Lead abaixo).
Lead – Pessoa que deixou seus dados em um formulário de conversão e demonstrou interesse na sua empresa, produtos ou tema de mercado, podendo ser considerado um potencial cliente Por meio de relacionamento, ele pode caminhar pelo Funil de venda até que se torne um cliente.
Lead Scoring – Algoritmo que determina uma pontuação para determinados perfis e comportamentos de um Lead, para analisar se ele Lead é qualificado ou não. 
Links Patrocinados – São anúncios pagos exibidos com destaque em páginas de resultados de uma busca ou em sites afiliados (rede de Display). Em muitos casos o termo é usado como sinônimo do Google Adwords. Na página de resultados, são exibidos de acordo com as palavras-chave usadas na busca e na rede de display, de acordo com o tema relacionado. 
Long tail keyword (palavras-chave da cauda longa) – Termos mais específicos e menos concorridos na busca orgânica e em leilões de palavras-chave de Links Patrocinados. São boas apostas para quem ainda não tem muita autoridade, mas quer aparecer nos resultados de buscas. Por exemplo: “bolsa feminina em palha para praia” em vez de “bolsa feminina”.
Marketing de Conteúdo – Parte do Inbound Marketing, é baseado em atrair o interesse dos consumidores por meio da produção de conteúdo relevante para o público-alvo, por esse motivo pode-se dizer que é um “marketing de atração”. Entre suas ações está direcionar conteúdos para pessoas nos diferentes estágios do Funil de vendas.
Nutrição de Leads – Técnica de automação de marketing para o envio de uma sequência de emails após um determinado evento, com o objetivo de conduzir o Lead pelo funil de venda e aproximá-lo do momento da compra. Exemplo: após baixar um eBook sobre Marketing no Facebook, o usuário pode receber emails automáticos com sugestões de posts ou materiais sobre isso, estudos de caso e até mesmo a oferta de algum produto/serviço relacionado ao tema.
Outbound Marketing – Seria o marketing tradicional, em que empresas usam publicidade para “empurrar” seus produtos e serviços aos consumidores. Podemos dizer que é o “marketing de interrupção”, pois suas estratégias e canais não focam em um público específico. São exemplos: comerciais de TV e outdoors, por exemplo.
Pagamento social – Modalidade em que o usuário faz uma postagem em uma mídia social em troca de uma oferta. Isso ajuda a disseminar determinado conteúdo com mais rapidez. 
Palavra-chave – Pode ser a palavra (ou as palavras) que resume o tema principal de um texto, frase, parágrafo etc. Em SEO, é baseado nesses termos que são feitos os esforços de otimização de uma página. Em um texto sobre uma nova versão light para ração de cachorro, a palavra-chave pode ser “ração light para cachorro”. Palavra-chave também é utilizado para indicar os termos que o usuário utiliza ao fazer uma busca no Google.
PWAT – Sigla para “Pay with a tweet”. 
Rede de Display do Google: é uma grande rede de sites (blogs, portais, etc.) em que os anúncios de campanhas do Google Adwords são exibidos.
Remarketing (ou retargeting) – Exibição de anúncios após a visita de um usuário a um site. Exemplo: uma pessoa entra numa página de serviços de Internet e depois disso, ao visitar outros sites, aparecem anúncios dessa mesma empresa nos banners de publicidade. Essa “perseguição” acontece pela instalação de cookies no computador do usuário. Retargeting é o nome da prática e remarketing é o nome que o Google deu ao seu serviço de retargeting.
Segmentação de Leads – Para otimizar os resultados de ações de relacionamento como o envio de email marketing, é indicado segmentar a base de contatos de acordo com um determinado critério. Por exemplo: clientes de uma região ou de um setor do mercado podem receber disparos focados para a sua realidade.
Squeeze page – É o modelo de Landing Page focado na captação de emails.
Qualificação de Lead – Processo para classificar quais Leads são boas oportunidades e devem ser abordados pela equipe de vendas, quais ainda não estão no momento da compra e Leads ruins para venda (aqueles que não têm perfil para se tornar um cliente).
Taxa de conversão – Porcentagem de visitantes que realiza a conversão desejada. Exemplo: se a taxa de conversão de uma Landing Page for 70% isso quer dizer que 70 em cada 100 visitantes viraram Leads.
Webinar – Conteúdo disponibilizado para o público em formato de vídeo (abreviação de seminário Web). Pode ser uma aula, palestra, um debate, entre outras opções. Pode ser exibido ao vivo ou gravado.

Métricas

CAC – Custo de Aquisição de Cliente. É uma métrica significativa para as empresas para saber o quanto estão gastando para conquistar cada novo cliente e serve para definir o orçamento e as ações de marketing.
CPC – Custo por Clique. É uma forma de cobrança de serviços como anúncios pagos (Adwords e Facebook Ads, por exemplo), no qual o pagamento é feito pelo número de cliques realizados.
CPA –  Custo por Aquisição. É uma forma de cobrança como o CPC, porém calculada em cima das conversões realizadas, e não dos cliques.
CTR – Sigla para Click through Rate, é o número de cliques dividido pelo número de impressões (visualizações) de um anúncio exibido, por exemplo, em serviços como Google Adwords, Facebook Ads e LinledIn Ads. Essa taxa é extremamente importante para avaliar o desempenho dos anúncios, pois um anúncio com CTR baixo tem poucos cliques em relação a visualizações e geralmente custa mais caro, devendo ser otimizado.
KPI – Sigla para Key Performance Indicators. São os indicadores definidos para medir o progresso de suas ações para alcançar uma determinada meta.
Pageviews – São as visualizaçõe de páginas de um site. Atenção: pageviews são diferentes de visitas. Para ficar claro: em uma visita, você pode ter mais de um pageview numa mesma página, isso vai apenas depender de quantas vezes o usuário entrou nela.
ROI – Sigla para Return on Investment (Retorno sobre Investimento, em português). É a relação entre o dinheiro ganho (ou perdido) e o que foi investido em seus esforços de marketing.
SEM – A sigla para Search Engine Marketing. O SEM é um conjunto de estratégias de marketing com o objetivo de promover um site nas páginas de resultados dos buscadores, como Google, Yahoo, etc. Geralmente o SEM é dividido entre SEO (otimização para o site aparecer na Busca Orgânica) e anúncios em Links Patrocinados, como o Google Adwords.
SEO –  É a sigla para Search Engine Optimization (otimização para buscadores). SEO é o conjunto de técnicas, estudos e métodos que visam melhorar o posicionamento das páginas de um site em mecanismos de busca como o Google. 
Visita – É um acesso a um site. Um visitante pode fazer mais de uma visita em um site, por exemplo. Se ele fechar o site e entrar de novo em um intervalo maior do que 30 minutos, isso contabilizará duas visitas de um mesmo visitante.
Visitante – É o usuário que faz as ações no site durante uma sessão.
Visitante Único – É o visitante que, se já entrou em determinado site e teve um cookie instalado em seu computador, contabilizará como o mesmo visitante em diferentes ocasiões. Dessa forma é possível saber quantos visitantes um site teve, sem contar o mesmo usuário mais de uma vez.
Visitantes de retorno – É um visitante único que tenha entrado mais de uma vez em um site.
Web Analytics – É a ação de mensurar, coletar, analisar e reportar os dados da Internet, com o propósito de entender e melhorar a usabilidade dos usuários e melhorar os resultados das ações em seu site e outros canais digitais.

Blog, site e conteúdo

Adwords – É um serviço de publicidade do Google – e principal fonte de receita da empresa. É pelo Adwords que os sites fazem anúncios pagos que aparecem nas páginas de resultado do Google, na parte superior e na lateral direita, e na rede de Display. 
Alternative text (Alt text) – É o texto usado para descrever uma imagem na web. Ferramentas de busca leem o Alt text da imagem, o que ajuda a entender melhor o conteúdo. Se o navegador não conseguir carregar a imagem, esse texto será exibido no lugar dela.
Anchor text – É o texto de um link para outra página. Normalmente, esse texto é de cor azul e sublinhado. O Anchor text ajuda as ferramentas de busca a entender o destino do link, por isso é bom escolher com cuidado.
API – Sigla de Application Programming Interface. API é o conjunto de padrões de programação que permite que um software interaja com outro. Um exemplo é o próprio RD Station, que permite integrações com sites e outros softwares por meio da API.
Autoridade de página – É o quanto os buscadores valorizam uma página em relação a outras para posicioná-la nos resultados da busca referente a um termo (palavra-chave) específico. A quantidade e a qualidade de links que direcionam para ela são os principais elementos analisados para isso.
Autoridade do site (autoridade do domínio) – Assim como a autoridade de página, é o quanto buscadores valorizam um domínio como um todo e suas páginas para posicioná-las nos resultados de busca. 
Black hat – São práticas antiéticas de SEO para posicionar bem um site em buscadores como o Google.
Blog –  O blog é uma página web atualizada freqüentemente, composta por posts  geralmente apresentados de forma cronológica. Seu nome veio da união das palavras inglesas “web” e “log”, então em uma tradução livre podemos traduzir como “diário online”. No Marketing Digital, os blogs são um espaço para as empresas produzirem e postarem conteúdo de interesse de seu público, para atrair visitantes e tornar-se referência na área.
Busca orgânica – É o tráfego vindo do bom posicionamento orgânico (gratuito) em ferramentas de busca como o Google, em que os resultados são listados de acordo com a palavra-chave procurada.
Canonical tag –  Quando duas páginas ou mais têm o mesmo conteúdo (ou muito parecido), esse conteúdo duplicado distribui a “força” dessas páginas entre elas. Com o uso da canonical tag, as ferramentas de busca transferem a autoridade de uma página para a outra.
Cookies – São arquivos simples inseridos no navegador do usuário quando ele visita um site. Esse arquivo tem informações básicas como IP, preferência de idioma, etc. Assim, em visitas futuras o site é possível identificar esse visitante e suas preferências.
CSS – Sigla para Cascading Style Sheets, é uma linguagem de estilo para fazer a apresentação de páginas, como layout de página, cores, fontes, etc.
Domínio – É o principal endereço de um site, a raiz de todas as páginas. Exemplo: www.seusite.com.br
Erro 404 – Essa página de erro aparece quando um código de resposta que indica que o servidor não pôde encontrar o que foi solicitado, como uma página no seu site que não existe mais, por exemplo.
Guest Post – Um post escrito em um blog por um “convidado”, diferente dos autores regulares, que tenha relação com a área de atuação da empresa e possa agregar conhecimento aos leitores.
Google Hummingbird – Algoritmo do Google lançado em 2013. Rápido e preciso, ele vai além da palavra-chave, interpretando sinônimos, contexto e outros fatores como localização e buscas anteriores.
Google Panda – Algoritmo criado pelo Google para analisar principalmente a qualidade dos conteúdos de um site e inibir a criação de conteúdos de baixa qualidade para os usuários.
Google Penguin – Algoritmo criado pelo Google para analisar principalmente a qualidade dos links de um site, para inibir a troca de links de baixa qualidade.
Hard bounce – É a falha na entrega de emails por uma razão permanente, como um endereço de email que não existe.
Heading Tags (H1, H2, H3, ..) – São recursos de programação em HTML para apresentar os títulos e sub-títulos de uma página. A tag H1 é um dos elementos mais importantes de uma página e é um dos critérios analisados pelo Google para posicionar o seu site nos resultados de busca.
Hiperlink – É um conteúdo clicável em uma página que leva para outra página, site ou mesmo outra parte da mesma página. Pode estar inserido em um texto, botão ou imagem.
HTML – Sigla para HyperText Markup Language, HTML é uma linguagem de marcação utilizada para programação de páginas na web.
Layout – É como uma página é desenhada. O layout de uma página vai depender da criatividade e do conteúdo que ela vai conter, pensando sempre na melhor usabilidade para o usuário.
Link Building  – É o processo de conseguir mais links externos para o seu site com o intuito de melhorar o posicionamento nas ferramentas de busca. É importante que essa “construção de links” seja feita de forma natural, com outros sites relevantes e que atuem no mesmo mercado ou próximos ao seu, pois o Google penaliza sites com troca de links irrelevantes ao usuário.
Links internos – São os links dentro de um site que direcionam para outras páginas do mesmo domínio.
Links externos – São os links que direcionam para páginas fora de seu próprio domínio.
Metadados – São os dados que falam para as ferramentas de pesquisa sobre o que se trata um site ou página.
Meta descrição (Meta description) – É uma breve descrição de uma página, que aparece nas páginas de resultados das buscas. Apesar de não ajudar no posicionamento, a meta descrição auxilia a atrair visitantes ao site, pois resume o conteúdo da página nos resultados dos buscadores.
Mobile – Termo usado para se referir a celulares ou outros dispositivos móveis.
No follow – É um atributo posto em links para que não sejam rastreados pelas ferramentas de busca, de modo a não passar autoridade para a página de destino.
Pagerank – É um algoritmo criado pelo Google para avaliar os sites em uma escala de 0 a 10. Ele engloba uma série de fatores de avaliação, como a estrutura do site, número de pageviews, taxa de rejeição, relevância do conteúdo, links etc.
Page title – É o texto que aparece na aba de seu navegador quando abre uma página e também como linha de destaque na página de resultados do Google. O Page title é um dos elementos mais importantes em SEO, então deve conter as palavras-chave de maior importância de cada página do site.
Off Page – Elementos exteriores à página e que influenciam em seu posicionamento nos resultados de buscadores como o Google, como os links que direcionam para ela.
On Page – Elementos que estão dentro da página e que influenciam nos resultados de buscadores como o Google, como page title, headings e atributo alt em imagens.
Opt-in – É a escolha de optar por receber informações via email ao inscrever seu endereço de email em um formulário de um site, dando assim permissão para entrarem em contato com o usuário.
Opt-in duplo – É a prática de enviar para o usuário um email de confirmação da assinatura em sua lista. Ele só receberá os emails seguintes se clicar nessa mensagem.
Prova social (social proof) – No marketing, é o fato de se aproveitar da aprovação de outras pessoas para transmitir mais credibilidade e empatia. Se uma página é muito curtida no Facebook, por exemplo, as pessoas tendem a julgar a empresa como relevante e confiável.
Redirecionamento 301 (redirect 301) – É o processo de direcionar uma página para outro endereço. Um exemplo clássico são os sites que possuem versão com e sem www. Para que o site não tenha as páginas duplicadas, aplica-se o Redirecionamento 301 em uma das versões. Assim, a autoridade da página direcionada será unida à da página ativa. O mesmo pode ser feito em outras situações.
SERP –  Do inglês Search Engine Results Page, é a página de resultados da ferramenta de busca.
Sitemap – Um mapa onde estão listados os endereços para acessar as páginas de um site. Sitemaps HTML são usadas para visitantes navegarem e sitemaps XML são usados pelos buscadores. 
Soft bounce – É a falha na entrega de emails por uma razão temporária, como caixa de emails cheia.
Teste A/B –  Teste feito com duas versões diferentes de uma página, para avaliar qual tem o melhor desempenho com a interação do público. Um exemplo é uma página com um formulário com 4 campos e uma versão com 8 campos. A que tiver mais conversão no teste A/B prova ser a que oferece uma melhor experiência ao usuário.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Composto Mercadológico (Famosos 4 P´s do Marketing)

Em continuidade a nossa série de esclarecimentos sobre conceitos, áreas e curiosidades em relação ao Marketing, irei comentar hoje sobre esta vital ferramenta da Mercadologia que possui algumas denominações, dentre elas: Mix Marketing, Composto Mercadológico, 4 P´s, Marketing Mix, Composto de Marketing, etc. São ferramentas utilizadas pelos administradores de marketing para satisfazer as necessidades e desejos dos clientes, bem como auxiliar a empresa alcançar os seus objetivos estabelecidos (KOTLER e KELLER, 2006 ).
Da grande variedade de ferramentas que o marketing dispõe, o Composto de Mercadológico é de acordo com Kotler e Keller (2006), a melhor representação dos elementos que uma empresa pode, e deve, controlar. As estratégias são definidas baseadas em Produto, Preço, Promoção e Ponto de vendas ou distribuição (Praça). Analisando os Quatro P´s é possível determinar a abrangência de cada um deles e sua influência dentro da organização, bem como avaliar as ferramentas que estão sendo utilizadas e tudo que poderá ser feito em termos de estratégias de atuação para desenvolver diferencial estratégico.
a) Composto Produto: Kotler e Keller (2006) afirmam que o produto pode ser definido como tudo o que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo, ou seja, bens físicos, serviços, experiências, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e idéias.

b) Composto Promoção: O marketing moderno é muito mais do que apenas criar bons produtos e disponibilizá-los ao mercado consumidor, é indispensável neste processo a comunicação com os clientes ( KOTLER e KELLER, 2006). Ainda de acordo com os autores, as principais ferramentas do Composto Promoção são: propaganda, promoção de vendas, venda pessoal e relações públicas.

c) Composto Preço: Kotler e Keller (2006) salientam que o preço é o único elemento do composto de marketing que produz receita, os demais produzem custo, os autores avaliam ainda que por meio da determinação do preço uma empresa pode perseguir objetivos que definem estratégias como de sobrevivência, maximização do lucro atual, maximização da participação de mercado ou liderança de qualidade de produto. Os itens restantes que tangem o Composto Preço para os quais estão previstos descontos, concessões, condições e prazos de pagamento são igualmente importantes, mas devem levar em consideração principalmente o momento e a circunstância da venda, baseados também em uma realidade de mercado imposta pela concorrência, com o intuito de igualar-se ou criar diferencial competitivo.

d) Composto Ponto de Vendas (Praça): A distribuição pode referir-se ao canal de marketing que corresponde a um sistema de organização pelo qual o produto, recursos ou informações passam de produtores a consumidores, ou pode estar relacionada à distribuição física, que é a movimentação de produtos ou serviços, com local, quantidade e prazos determinados, e que se feita corretamente prioriza a manutenção e otimização de custos. O Ponto de Vendas ou Praça pode ser entendido como a combinação de agentes os quais o produto flui, desde o vendedor inicial (geralmente o fabricante) até o consumidor final. Uma empresa pode, dependendo da logística planejada, utilizar-se do atacadista, do distribuidor, do varejista, do correio, de loja própria, ou de qualquer outro canal para distribuir seus produtos na praça. 

Espero que o artigo deste mês tenha sido útil, e como profissional da área de Marketing, sugiro que vocês experimentem a utilização desta fundamental ferramenta que é o Composto Mercadológico. Para sua organização ter êxito, é fundamental o acompanhamento de um profissional com experiência na área e uma excelente alternativa é uma Consultoria Empresarial. Recomendo a UNI JÚNIOR – Orientação Empresarial, que possuí a garantia de qualidade da UNIVALI.


Abraços e até o próximo mês!

Referência Bibliográfica:
 
KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12.ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A importância do marketing nos dias de hoje

Um erro muito constante é definir marketing como se fosse propaganda, quando marketing vai muito além



Antes de entender qual o papel do marketing nos dias de hoje, é importante definirmos o que é o marketing.
Lá em 1967 Philip Kotler definiu marketing como: "Um processo social e gerencial pelo qual indivíduos ou grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros."
Informalmente podemos definir marketing como tudo o que fazemos para atrair e manter mais consumidores/clientes para os nossos produtos e serviços.
Importante ressaltar que marketing não é propaganda, propaganda é apenas um braço do marketing. A responsabilidade do marketing vai muito além do que apenas se preocupar com a propaganda.
Para entendermos como surgiu o conceito de marketing, é necessário estudarmos as três estratégias corporativas que guiaram as empresas no decorrer da história.
Foco na Produção: É como se a empresa fabricasse produtos e serviços para si, e não para um público externo específico. Ou seja, a produção dos serviços e produtos acontece de dentro pra fora.
Um exemplo clássico é o modelo do carro Ford T de Henry Ford, onde o mesmo era oferecido em uma única cor, o preto.
"Meus clientes podem escolher qualquer cor de carro, desde que seja preto." Henry Ford
Foco na Venda: Venda a qualquer custo, essa estratégia tem como objetivo empurrar o máximo de produtos para o consumidor, não levando muito em consideração as expectativas e necessidades dos consumidores. Ainda que a compra aconteça por livre arbítrio, gera o que chamamos de dissonância cognitiva,ou seja, um desconforto pós compra.
Porém algo maravilhoso aconteceu no decorrer da história, os consumidores começaram a não aceitar mais o que as empresas empurravam para eles, os consumidores queriam ter a possibilidade de escolher outra cor de carro, queriam produtos e serviços que realmente se adaptassem as suas necessidades e expectativas. Surge então a estratégia com foco em marketing.
Foco no Marketing: Produção de fora pra dentro, com base em atender as necessidades e as expectativas do cliente. O relacionamento entre empresas e clientes passa a ser crucial para o sucesso da organização.
Em um mundo cada vez mais complexo e dinâmico, as empresas deveriam aprender a adaptar-se continuamente, mudando de acordo com as exigências de cada mercado.
Muitas empresas americanas quebraram porque foram incapazes de compreender o dinamismo das necessidades e desejos de seus consumidores, bem como de estruturar suas atividades em função disso.
Um exemplo bem atual, de empresa que quebrou por conta de não compreender que seus produtos e serviços, deveriam ser guiados de fora pra dentro foi a Kodak.
Como que uma empresa que iniciou todo esse mercado de fotografia foi capaz de quebrar?
Pois é, mas quebrou.
Quebrou, pois ela foi incapaz de compreender que o mercado estava mudando, que a fotografia digital era uma tendência muito forte, mas, mesmo assim a Kodak preferiu investir no segmento de máquinas fotográficas com filmes.
Entender para atender. Esse é o papel do marketing nas organizações.

Publicidade: da criatividade ao negócio financeiro

O negócio da publicidade tem passado por transformações que afetam todos o seu atores , principalmente as agências , anunciantes e veículos de comunicação . A crescente concentração do setor em poucos , grandes e poderosos grupos é um dos reflexos dessas mudanças.

A publicidade hoje é um complexo e sofisticado negócio financeiro multinacional que movimentou, só em 2006, 428 bilhões de dólares, segundo estudo recente da Zenith Optimedia, empresa do grupo francês Publicis, o quarto maior do mundo, com receita anual de U$5,2 bilhões, logo depois do Omnicom (U$9.7 bilhões ), WPP (U$8.2 bilhões ) e Interpublic (U$5.9 bilhões ).

No Brasil, onde o investimento publicitário foi da ordem de U$6,5 bilhões em 2005, grande parte das maiores agências nacionais foi adquirida por esses grupos concentradores e as que restam em seu formato original devem também desaparecer como empresas independentes. É uma questão de tempo e da ocorrência de outras transformações já previstas, como a chegada das agências compradoras de espaço e tempo dos veículos de mídia . Essas agências, no formato da Zenith Optimedia, citada acima, já são uma realidade nos países civilizados, lideram o negócio publicitário em faturamento e só não chegaram ainda ao nosso país porque os fortes grupos de mídia nacionais recusam-se a reconhecer essas empresas como interlocutores ou compradores legítimos . Receiam que o poder de compra dessas agências possa vir a submetê-los, colocando-os em situação de inferioridade na negociação de compra e venda de espaço e tempo midiáticos.

Na condição de independentes , sem filiação aos grandes grupos, sobreviverão as agências de pequeno ou médio porte , fornecedoras de talento criativo e serviços especializados.

Essa aparente crise de acomodação do mercado tem afetado o negócio e a atividade dos publicitários , dos anunciantes e dos veículos de publicidade , tanto na forma da sua organização empresarial quanto no tipo de relacionamento até então existente entre eles. O sacrifício dos princípios de ética comercial historicamente estabelecidos é também uma das conseqüências visíveis .

A publicidade no Brasil
Os primeiros anos do século XX viram, no Brasil, o surgimento das primeiras agências de publicidade no formato que havia sido desenvolvido antes nos Estados Unidos, no século anterior , a partir da experiência dos corretores de anúncios de Chicago, que em certo momento passaram a oferecer a seus clientes serviços que iam além da venda pura e simples de espaço nos jornais . A redação de textos e a sua distribuição no espaço comprado, em forma de layout , foram os primeiros serviços oferecidos por essas empresas de corretagem que , com o passar do tempo , transformaram-se nas modernas agências de publicidade.
Depois das primeiras agências brasileiras que surgiram em São Paulo com o início da industrialização , como foi o caso da Eclética e da Pettinati, vieram as americanas Ayer, a J. Walter Thompson e o Departamento de Propaganda da GM, que trouxeram novo padrão estético e foram responsáveis pela formação técnica das primeiras gerações de publicitários brasileiros .

Dois momentos importantes marcam a profissionalização da publicidade no Brasil: a criação da ABP-Associação Brasileira de Propaganda , em 1937, e da ABAP-Associação Brasileira das Agências de Publicidade, dez anos depois.

Conforme o enunciado dos seus estatuto, a ABP foi criada com o objetivo de “ trabalhar pelo desenvolvimento e enobrecimento da propaganda e incentivar o desenvolvimento das técnicas de propaganda ”, além de “ defender os interesses dos que trabalham nesta profissão ”.

A ABAP foi criada com o propósito de representar os interesses das agências de publicidade associadas junto à indústria da comunicação , poderes constituídos, mercado e sociedade.

A ABP foi responsável pela elaboração do Código de Ética dos Profissionais de Propaganda, que teve um primeiro projeto elaborado em 1939, mas veio a ser realmente aprovado no primeiro congresso da classe, realizado no Rio de Janeiro, em outubro de 1957.

O Código de Ética

Como todo documento que se autodenomina um código de ética, o texto que foi aprovado no congresso é na verdade um código de conduta que obrigaria a um comportamento ético tanto as agências de publicidade quanto os anunciantes e os veículos de comunicação. Ficaram de fora , talvez por não serem considerados publicitários , talvez por esquecimento, os fornecedores da indústria da propaganda – gráficas , técnicos e todos os outros profissionais que contribuem para a produção final dos anúncios comerciais.

Alguns parágrafos são muito importantes para que se identifique o espírito do Código e também porque são estes os mais invocados ao longo do tempo da sua vigência. Ei-los:
O profissional da propaganda (...) jamais induzirá o povo ao erro ; jamais lançará mão da inverdade ; jamais disseminará a desonestidade e o vício. ( Parágrafo III da Introdução )
Comissão é a retribuição, pelos veículos , do trabalho profissional , devida exclusivamente às agências e aos corretores de propaganda . A comissão se destina à manutenção das agências e dos corretores de propaganda e não poderá ser transferida aos anunciantes. ( Artigo 8 das Definições )

Os veículos de propaganda reconhecem a necessidade de manter os corretores e as agências como fonte de negócios e progresso dos seus empreendimentos e, por isso , a eles reservam o pagamento da comissão com exclusão de quaisquer outros indivíduos ou entidades.
(Artigo 9 das Normas)

É proscrita por desleal a prestação de serviços profissionais gratuitos ou por preços inferiores aos da concorrência , a qualquer título , excetuados, naturalmente , os casos em que o beneficiário seja entidade incapaz de remunerá-los e cujos fins sejam de inegável proveito social coletivo. (Artigo 13 das Normas)

O primeiro desses conceitos obriga o anúncio a ser verdadeiro e foi esta a preocupação que inspirou a criação do CONAR-Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária , criado em 1978 pelo III Congresso Nacional de Propaganda , o último realizado, desde então. Na verdade, o CONAR surgiu para substituir a censura prévia imposta aos anúncios pela ditadura militar. A classe sugeriu auto-regulamentar-se e assim foi pactuado com o governo.

Os outros artigos citados, todos eles tratam do que seria uma justa remuneração para o trabalho das agências , representada pela comissão paga pelos veículos aos corretores de publicidade e às próprias agências , no valor de vinte por cento , equivalente ao desconto sobre os preços brutos das suas tabelas de preço.

No decorrer do tempo desde o primeiro congresso , em 1957, a chegada dos clientes multinacionais , com a internacionalização da nossa economia e a aguda concorrência entre as agências de publicidade , muitas vezes predatória , aqueles artigos foram se tornando palavras mortas e o Código de Ética , adotado pela Lei 4.680, de 18 de junho de 1965, deixou de ser considerado, aos poucos , por todas as partes nele representadas.

As empresas multinacionais estranhavam essa remuneração pré-fixada, pois em seus países haviam conquistado a livre negociação, depois da derrubada de uma comissão de 15 por cento que havia se tornado obsoleta no seu ambiente de negócios . As agências brasileiras, pressionadas, passaram a disputar esses clientes em desobediência aos princípios de conduta estabelecidos pelo Código de Ética , submetendo-se a uma lei maior imposta pelo mercado.

Um esforço das agências de publicidade para estruturar organizadamente a atividade dentro do padrão histórico foi consolidado no CENP - Conselho Executivo das Normas Padrão , criado em 1998, com o objetivo de: “ fazer cumprir as Normas-Padrão da Atividade Publicitária , documento básico que define as condutas e regras das melhores práticas éticas e comerciais entre os principais agentes da publicidade brasileira ”.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da tecnologia e a segmentação do mercado , que acompanhava a nova realidade social e econômica do país , determinaram a pulverização do negócio das agências, substituiu a palavra propaganda pelo conceito mais abrangente de comunicação de marketing e determinou as mudanças que transformaram o mercado brasileiro , onde as agências outrora haviam sido soberanas, num ambiente de prosperidade protegido pela Lei .

A pulverização da publicidade

A agência de publicidade foi o centro irradiador de todas as atividades de comunicação de marketing , até o advento da crise a que nos referimos e das grandes mudanças ocorridas no mercado.

Definida na teoria como uma das funções do marketing dos produtos de consumo , ao lado das outras funções que compõem o marketing-mix, tais como distribuição , embalagem e preço, a comunicação de marketing – em sua forma mais visível, a propaganda - é responsável pela predisposição do consumidor à compra de um produto . A criatividade dos anúncios é tanto mais eficaz quanto maior for a sua capacidade de vencer a natural barreira de indiferença do consumidor e movê-lo emocionalmente em direção à compra de um produto.

O homem urbano que vive nas grandes cidades é alvo de milhares de solicitações a sua atenção , a cada dia , da hora em que desperta ao momento em que fecha os olhos para dormir . São mensagens e apelos diversos que disputam entre si para fazê-lo mover a cabeça em sua direção – notícias , chamadas , sons , letreiros e anúncios . Cada um deles busca seduzi-lo e convencê-lo. Esta é a razão para a natural barreira de indiferença , que surge como uma defesa psicológica natural diante de tantas solicitações.

A forma tradicional de comunicação com o consumidor tem sido o anúncio comercial , que busca apresentar-se com impacto , originalidade e poder de persuasão. Mas o anúncio – sozinho – mostrou-se incapaz de preencher todas as necessidades da comunicação de marketing a preço compatível com sua eficiência . Os anunciantes passaram a questionar a propaganda em sua forma tradicional e a buscar alternativas para a promoção dos seus produtos junto a consumidores com grande diversidade de comportamento , estilos de vida e necessidades emocionais . Procuram, enfim, outras formas de anunciar que não se resumam apenas a anúncios caros e dispersivos . As atividades below-the-linee as mídias alternativas surgiram nesse contexto e outras empresas especializadas e segmentadas passaram a prestar serviços que antes eram reservados às agências de propaganda .

Eis uma lista de alguns desses serviço, retirada do site da Associação de Marketing Promocional:
  • Promoções com distribuição gratuita de prêmios , através de concursos , sorteios, vales-brinde ou operações assemelhadas.
  • Ações constituídas de ofertas , descontos , liquidações , trocas , coleções , amostras grátis , brindes , vendas condicionadas com quaisquer itens acoplados a produtos , prêmios .
  • Ações de demonstrações , degustações e amostragens .
  • Atividades de marketing de incentivo : concursos de vendas e programas de incentivo à produtividade.
  • Organização e implementação de feiras , exposições , convenções , seminários , reuniões , encontros , fóruns , simpósios , congressos , cursos , festivais , gincanas , desfiles , festejos , efemérides , certames , shows , patrocínios , copas , circuitos .
  • As atividades de vitrinismo, lojismo, decorações, exibições , displayagens e exibitécnica em geral .
  • Cuponagens, material de literatura e promocional de ponto-de-venda.
  • Projetos de embalagens , marcas , logotipos , logomarcas , símbolos , programação visual , cintas , rótulos , envoltórios .
  • Identificação corporativa.
  • Ações de merchandising .
  • Assessoria de imprensa e relações públicas.
  • Marketing Direto , DBM, CRM, telemarketing , call e contact center.
  • Marketing esportivo , cultural e social .
  • Pesquisa .
  • Marketing de Relacionamento, endomarketing.
  • Eventos de qualquer natureza , incluindo os de lançamento de produtos , corporativos, sociais , culturais e esportivos .
  • Internet : sua utilização na área .
  • Brindes e gimmicks.
Outra revolução à vista ?

Ainda não se tem estabelecido qual o verdadeiro espectro da Internet como veículo de publicidade , promoção de vendas ou comunicação de marketing lato sensu . Mas é de se esperar outras profundas mudanças no mercado da comunicação , provocadas pela Internet . O volume de investimentos nesta nova e poderosa mídia cresce a cada ano , confirmando a sua força . As previsões da Zenith Optimedia são no sentido de que os investimentos de publicidade via Internet vão crescer 84 por cento entre 2005 e 2008, em todo o mundo.

Neste ano de 2006, a Internet já ultrapassou os investimentos em outdoor e deve também ultrapassar os investimentos em Rádio.

Vide quadro :


Advertising expenditure by medium
US$ million, current prices Currency conversion at 2005 average rates.


2005
2006
2007
2008
TV
149.910
158.982
167.140
177.650
Jornais
118.989
123.053
126.844
131.115
Revistas
52.821
54.666
56.995
59.407
Radio
34.232
35.323
36.448
37.746
Internet
18.568
24.091
29.149
34.164
Outdoor
21.753
23.298
25.011
26.807
Cinema
1.690
1.798
1.931
2.099
Total
397.962
421.210
443.519
468.988
Fonte : Zenith Optimedia

Isto significa que outras grandes transformações estão para vir, neste negócio . É esperar para ver.